Falta de containers prejudica exportação de café


O setor cafeeiro enfrenta problemas para exportar a commodity. Segundo especialistas, a falta de contêineres é um dos principais entraves para o escoamento da carga ao mercado internacional, já que toda a logística fica comprometida. Não há previsão de normalização da questão.


“A menor oferta de contêineres nas exportações é resultado de alguns fatores externos, como a alta demanda nos fluxos para o continente asiático e, mais recentemente, o entrave do meganavio Ever Given no Canal de Suez, que deverá intensificar a indisponibilidade dos equipamentos e elevar ainda mais o grau de dificuldade para o comércio exterior do País”, explicou o diretor técnico do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Eduardo Heron Santos.


Para driblar o problema, exportadores têm utilizado contêineres de 40 pés, que apresentam menos problemas de mercado. Mas, de acordo com o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque, o problema não é uma exclusividade do Porto de Santos.

“Essa escassez de contêineres na indústria global de navegação, tanto nos embarques de carga geral, como para café e outros produtos alimentícios, ainda sofre os efeitos da pandemia da covid-19. E para contêineres de 20 pés, em especial padrão alimento, não é uma situação diferente. Não está limitada ao Brasil. Nos demais países, a situação não é diferente”, afirmou Roque.

O executivo do Sindamar destaca que vários fatores estão afetando a todos em maior ou menor intensidade. Entre eles, os terminais portuários no exterior que estão operando no limite da sua capacidade e alguns até acima. Para Roque, atualmente esse é o principal gargalo.


“O contêiner, ao ser descarregado e devolvido, precisa ser inspecionado, para ser apurado se precisa sofrer reparos ou mesmo lavagem do equipamento. E esse procedimento, apesar do empenho dos depots, tem que atender uma grande demanda devido à falta do equipamento no mercado e ao acúmulo que ocorre, às vezes, com a devolução”, explicou o diretor do Sindamar.

O coordenador da Câmara de Exportadores de Café da Associação Comercial de Santos (ACS), Ronald Pires de Moraes, também aborda a questão. Segundo ele, os contêineres não podem ter odores, furos, óleo no piso. “O café tem forte poder de absorção, de umidade e odor, alterando assim a qualidade do produto”.

Segundo Moraes, a questão já foi discutida em reunião em conjunto entre as câmaras de Navegação e Exportadores de Café na ACS. “Relatamos o problema e recebemos informação que em breve será normalizado”.


Demanda


Para o diretor do Cecafé, a expectativa é de manutenção das exportações, mesmo em meio aos problemas. “Quanto aos embarques brasileiros de café, o comércio exportador também vive esse momento desafiador, com a menor oferta de contêineres aptos para transporte de alimentos. De acordo com os números da emissão dos certificados de origem da OIC, apurados até o momento para o mês de março, os exportadores estão se empenhando para atenderem à demanda do mercado e consolidarem seus embarques. Assim, a expectativa é de mantermos o fluxo em relação aos meses anteriores”.

Porém, segundo o coordenador da ACS, há relatos de diversos exportadores que tiveram de ajustar suas programações de reserva para navios, por conta da falta de contêineres.

Segundo o vice-coordenador da Câmara de Navegação da ACS, Alberto José Pinheiro de Carvalho, “o mercado está passando por um momento singular devido à pandemia da Covid-19, quando diversos navios estão tendo saídas canceladas ou postergadas, causando uma forte demanda por equipamento e espaço a nível global, contribuindo para congestionamentos em portos e atrasos dos navios. De igual forma, essa situação atinge os portos e o mercado brasileiro como um todo”.

Fonte A Tribuna


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